RockOnStage

terça-feira, 24 de março de 2015

Arch Enemt - War Eternal Tour



Inovar, transformar, renovar, mudar... Muitos são os verbos que sugerem ação de desenvolvimento que é uma das forças naturais constantes exercidas sobre tudo e todos, mesmo que a priori tal força seja mal quista, e talvez até imperceptível, é inevitável sua atuação e, consequentemente, seu efeito. 


É sob a força constante de desenvolvimento que a banda sueca, Arch Enemy, pavimenta sua carreira e, lógico, aumenta e conquista legiões de adeptos a sua arte, o que fora fácil, fácil, comprovado no último dia 06, em sua primeira passagem na capital fluminense, quando o lendário Circo Voador viu suas estruturas estremecerem diante da desgraceira vinda dos PA’s. 

Mas antes do apocalipse sueco transformar a tenda do Circo num prazeroso purgatório, o primeiro ato da noite ficou por conta da banda carioca, Melyra, onde seu bem vindo heavy tradicional temperado com boas doses do supra-sumo do hard rock, ganhou espaço e merecida adulação por parte do público. Canções do EP, Catch me If You Can, como “Beyond Good and Evil”; “Nightmare #1”; “Silence” e “Trip to Hell” dão perspectivas animadoras à banda, o que a pode reservar um futuro otimista e próspero.

O segundo e último ato da noite foi sob a regência do caos sonoro que atende também pelo epíteto de Arch Enemy. Em débito com o público carioca, a banda se retratou com uma apresentação pautada pelos irrepreensíveis predicados de sua música e, lógico, pelo brilhantismo individual dos seus músicos.

 


“Enemy Within” é o pontapé em noite de ode ao heavy metal da morte, e foi sem tempo para respirar ou mesmo vislumbrar um breve raio de luz em meio ao inferno instrumental que a canção homônima ao novo álbum,“War Eternal”, ganha os falantes e profere a essência que se manteria por toda apresentação da banda.

O fundamento da afirmação inovação, renovação e mudança vêm, primeiramente, alicerçada pela genialidade do maestro da morte, Michael Amott (guitarra), e consequentemente por suas decisões, pois congregar seu talento ao de Alissa White-Gluz (vocal) trouxe energia extra ao que já era estabelecido como ótimo. 

Como não bastasse, a inovação veio também sob a extraordinária habilidade de um dos mais importantes guitarristas da atualidade, Jeff Loomis (ex-Nevermore) – completa a banda Sharlee D’Angelo (baixo) e Daniel Erlandsson (bateria) –, onde sua experiência e técnica fazem da banda uma máquina que vocifera riffs e solos capazes de gerar uma avalanche sonora de proporção devastadora.  

“No More Regrets”; “My Apocalipse”; “Dead Eyes See No Future”; Dead Bury Their Dead”; “We Will Rise” e “Nemesis” são alguns dos temas que reclamam o direito de serem taxadas como clássicas do metal da morte e foram responsáveis pelo hecatombe em forma de urros, gritos, mosh pits, punhos cerrados ao ar... 

Os céticos indagariam o motivo para tanta bajulação, entretanto, só quem saiu de casa e foi presenciar o maravilhoso purgatório musical proporcionado pelos suecos consegue mensurar o prazer de ver uma banda já estabelecida, mas que mantém o sangue nos olhos de quem tem que provar seu valor e/ou talento ao mundo. E, para o prazer de seu fiel público, o Arch Enemy é assim.     

Nota: Realizei a cobertura para o site Whiplash: http://whiplash.net/materias/shows/218376-archenemy.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Within Temptation – Let Us Burn Rio de Janeiro



Ser um crítico e ter como tarefa avaliar, profissionalmente, arte, seja qual for sua manifestação, é algo que exige acuracidade cirúrgica na composição da avaliação e, consequentemente, na escolha do teor dos predicados que servirão como a exaltação ou depreciação de tal manifestação artística. 

Dito isso e com total exatidão na afirmação, o predicado que melhor define e traz à essência da apresentação da banda holandesa, Within Temptation, no último sábado na capital fluminense, atende por sublime. 

Para muitos pode se valer de uma afirmação com a fragilidade de cristal e efêmera como muitas das notícias do dia a dia, mas o predicado recai como uma luva para a arte apresentada pela carismática e bela Sharon den Adel e seus asseclas – Ruud Jolie (guitarra); Stefan Helleblad (guitarra); Martijn Spierenburg (teclado); Jeroen van Veen (baixo) e Mike Coolen (bateria) – em noite de tenda cheia no Circo Voador. 

Divulgando seu mais recente álbum de estúdio, Hydra (2014), a banda mostrou o supra-sumo do velho Within Temptation com canções de sotaque operísticos e o novo onde a linguagem ganha fortes contornos de música pop. 

Com uma performance de dar inveja a muitos colegas de trabalho, os holandeses desfilaram temas como Faster; Let Us Burn; Stand My Ground; Mother Earth; Ice Queen; The Promisse; Summertime Sadness (cover de Lana Del Rey); Hand of Sorrow; Sinéad (em formato acústico)  e What Have You Done, recebendo merecida adulação do animado público carioca. 


Within Temptation é uma banda que conquista o público em habitat natural: o palco. As canções se alinham como num sincronismo quântico; a energia da performance de cada integrante traz o nível emoção que cada música necessita e o espetáculo vocal proporcionado pela vocalista, Sharon den Adel, impressiona e faz crer que talento não está à venda em toda e qualquer esquina.
  
Nessa segunda passagem por terras cariocas, a banda trouxe, mais uma vez, um grande espetáculo, e para aqueles que são reticentes quanto ao poderia sonoro dos holandeses só lhes resta o lamento, visto que um show do Whitin Temptation é em uma palavra: sublime.

Nota: Fiz a matéria para o veículo Whiplash: http://whiplash.net/materias/shows/214782-withintemptation.html

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mr. Big & Winger - Protagonistas da mesma Arte



A dramaturgia é a arte de representar emoções por meio de personagens, e avaliando-a de uma forma descomplicada, é composta, basicamente, do protagonista e coadjuvante, onde o primeiro possui um perfil melhor desenvolvido enquanto ao segundo é reservado um desenvolvimento, digamos, tímido.

Mas o que uma breve explicação sobre dramaturgia serve para a crítica do show das bandas Mr. Big e Winger? A resposta, caro leitor, é: tudo. E é indo contra conceitos da dramaturgia que as duas bandas atuaram como protagonistas na noite do último domingo (08), Fundição Progresso/RJ, colaborando para um saldo positivo a todos: público e bandas.

Com seu hard progressivo, o Winger abriu a noite com a novata “Midnight Driver of a Love Machine”, faixa do mais recente álbum de estúdio, ‘Better Days Comin’ (2014). Sempre comunicativo, o vocalista/baixista/tecladista Kip Winger é o tipo de anfitrião que deixa a visita à vontade e feliz, e fora dessa forma que o público cantou os versos da icônica, “Easy Come Easy Go”.


Levantar a bandeira da proeminência técnica dos músicos – do citado Kip Winger; Reb Beach (guitarra); Rod Morgenstein (bateria) e Donnie Smith (guitarra/baixo) – é chover no molhado, visto que o espólio de suas obras foi responsável em ajudar moldar um estilo musical e, principalmente, se perpetuar inexoravelmente ao tempo. 

Em sabida decisão, o repertório dos americanos foi balanceado com temas das mais novas safras como “Rat Race” e “Pull Me Under” às inveteradas do teor de “Miles Away”; “Madalaine”; “Seventeen” e “Can’t Get Enuff”. Como poucos, o Winger promete e entrega um espetáculo, seja para seu público cativo ou para os marinheiros de primeira viagem, que faz valer cada centavo gasto, ou melhor, investido. 

Deixar o domingo com aquela sensação e quê da felicidade de sexta a noite é uma tarefa que só bandas da classe do Mr. Big consegue. E como conseguiu, diga-se! Amparado pelo mais recente álbum de estúdio,‘...The Stories We Could Tell’, a banda americana presenteou o público carioca com uma apresentação pautada pelo brilhantismo individual de todos os músicos, repertório bem sacado e emoção de contar com a participação especialíssima do baterista original, Pat Torpey, – substituído por Matt Starr, completa a banda Eric Martin (vocal); Paul Gilbert (guitarra) e Billy Sheehan (baixo) –  afastado por questões médicas.

Canções do multi-platinado álbum ‘Lean Into It’ como de “Daddy, Brother”, “Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)”; “Take Cover”; “Wild World”; “Alive and Kickin’”; “Just Take My Heart”; “Green-Tinted Sixties Mind” e “To Be With You” formaram um mix interessante com temas da natureza de “Undertow”; “Take Cover”; “Gotta Love the Ride”; “Colorado Bulldog” e o cover do Priest,“Living After Midnight”. 

Como em raras exceções, o Mr. Big é uma banda a qual os predicados são aplicáveis a todos os músicos, não há holofote ostentando atenção a um determinado membro, todos são protagonistas e é exatamente isso que faz o primor e grandiosidade de sua arte.  

O saldo da noite foi amparado com sorrisos largos a quem se dispôs sair de casa e conferir dois grandes espetáculos de dois ilustres protagonistas, que rechaçam quaisquer maledicências do festivo, alegre e prazeroso hard rock. Voltem sempre, o público agradece!  

Nota: Fiz a matéria para o veículo Whiplash.net - http://whiplash.net/materias/shows/218515-mrbig.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Blaze Bayley – Best of Tour 2014



Sucesso é conseqüência de talento. Talvez seja uma afirmação que possa ecoar um tanto simplória e óbvia, diga-se, mas fora muito bem aplicada na última sexta-feira, dia 25 de Julho, no festival Volta Redonda Rock/Rio de Janeiro, quando o vocalista Blaze Bayley cantou os primeiros versos de “Lord of the Flies”. 
 
Em uma apresentação digna de um best of, temas como as fugazes “The Launch” “Futureal” deram o tom que se manteria por toda noite. Prata da casa, o cantor sabe como se comunicar e desafiar o público brasileiro, o que colaborou, e muito, ao saldo positivo da noite. 

O supra-sumo de sua estada na Donzela de Ferro veio representado sob as melodias de “Sign of the Cross”, “The Clasman”, “Man on the Edge”, “Virus”, “Como Estais Amigos” e “Judgement of Heaven”. E não pense que os destaques da noite só vieram sob temas de Donzela, afinal, canções como “Silicon Messiah”, “Kill and Destroy”, “Voices from the Past” e “Watching the Night Sky” nunca passarão despercebidas.

A única bola fora, se é possível colocar de tal forma, foi a execução da canção Fear of the Dark, visto que Blaze possui um rico e consistente trabalho autoral, o que seria deveras interessante presentear seu público com temas como: “Born as a Stranger”, “Robot” e “Soundtrack of My Life”.
  
É sem grandes produções, mas com grande talento aliado a simplicidade e carisma, que o vocalista rechaça qualquer maledicência a sua trajetória artística. Tais predicados talvez sejam o que poucos têm e muitos desejam, e nesse quesito Blaze Bayley ganha, mais uma vez, merecida adulação, visto tamanha consideração ao se comunicar e relacionar com o público, distanciando da postura ultrajante de pseudo-rockstars.

Com dignidade Blaze conduz sua carreira. Ame-o ou o odeie, caro leitor. Mas é algo incontestável.  E é para quem mantém atenção a sua carreira que o cantor supera cada dificuldade e consegue viajar pelo mundo levando sua arte e seu talento.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Epica: celebrando o que chama de "repercussão esmagadora"

São poucas as bandas com vocais femininos que passaram ilesas ou pouco abaladas às intempéries do mercado fonográfico, mas os holandeses do Epica o fizeram e debutaram a segunda década de atividades em grande estilo com o lançamento do novo álbum, ‘The Quantum Enigma’.
Para saber mais do novo disco e o atual momento vivido pela banda que fomos bater um papo com líder da banda, Mark Jansen. O músico acredita que a banda está em sua melhor fase. Confira essa conversa abaixo.

Primeiro de tudo, parabéns pelo novo álbum, ‘The Quantum Enigma’. Como tem sido a repercussão até agora?

Mark Jansen: Eu mal podia esperar para ver o álbum lançado. Mesmo com o processo de gravação e produção finalizado em janeiro, levou tempo até o novo trabalho ser lançado. Esse longo tempo de espera é sempre ruim, afinal, você quer que as pessoas possam ouvir seu novo trabalho.
Mas é preciso ter uma ordem para ter um lançamento correto do disco, então, nós todos tivemos que esperar pacientemente. Agora que o álbum foi lançado é um grande momento. Finalmente seus fãs podem curtir a música que você trabalhou com tanta paixão. A única palavra que posso encontrar em relação à repercussão do álbum é: esmagador.

Nós nunca recebemos tantas boas reações como nesse disco. Mesmo as pessoas que normalmente não curtem tanto nossa música estão gostando e nos elogiando. A repercussão em relação a nossos fãs mais antigos também está muito positiva. O que mais eu poderia pedir? Eu acredito que esse álbum une nossos mais fortes elementos do passado com alguma coisa moderna e atual.

O Epica tem sua própria identidade construída desde os primeiros discos, mas nós podemos ver uma nova faceta desde ‘Design Your Universe’, com canções mais complexas e arranjos criativos; ‘Requiem for the Indifferent’ foi a evolução natural, mas ‘The Quantum Enigma’ eleva ao próximo nível com elementos do passado em sintonia com presente. Seria o melhor momento do Epica em toda a carreira?

MJ: Com toda certeza, sim! Eu estou muito orgulhoso e feliz com ‘The Quantum Enigma’. É de fato como trazer os pontos fortes do passado aliados aos novos elementos. Isso é o melhor que poderia acontecer com a gente. Quem sabe o que o futuro irá nos trazer, mas, com certeza, é um grande passo para nós.

É correto afirmar que ‘The Quantum Enigma’ é o começo de uma nova era, uma vez que ‘Retrospect’ é o final de um ciclo de uma década.

MJ: Sim! ‘The Quantum Enigma’ é o começo de uma nova era. Com ‘Retrospect’ nós visitamos nossos dez primeiros anos e gravamos com uma grande orquestra e coral. Agora é hora de olhar para frente com um novo som e, lógico, de ótima qualidade.

O Epica sempre trabalhou com Sascha Paeth (Avantasia, Kamelot) como produtor, mas o novo disco traz à mesa Joost van der Broek (After Forever, Ayreon) produzindo. O que sua experiência trouxe ao Epica nesse ponto da carreira?

MJ: Nós poderíamos continuar com Sascha por muitos álbuns, afinal, ele é um grande produtor, mas, às vezes, você precisa mudar alguma coisa para se renovar e sair da zona de conforto. Joost nos apresentou novos caminhos de trabalho, o que casou muito bem para nós. Ele estava lá quando nós terminamos as músicas, experimentamos sons diferentes e durante todo o processo de gravação e mixagem. Aquele cara tem muita energia e foi a pessoa certa para o trabalho e nos fez elevar ao próximo nível.

“The Quantum Enigma” é o primeiro registro de estúdio com Rob van der Loo. O que ele pôde oferecer à música do Epica? Ele já trabalhou em um álbum ao vivo e excursiona com a banda há algum tempo, você acha que isso o deixou mais confortável e livre em mostrar suas influências no estúdio?

MJ: Ele escreveu três músicas e mesmo que elas não tenham entrado no disco, são ótimas músicas, especialmente ‘In all Conscience’ que eu adoro. Ele achou seu próprio lugar no Epica e tem total liberdade em trazer suas próprias ideias. Ele se arriscou e fez um grande trabalho, além disso, Rob é um grande baixista e por isso as linhas de baixo estão arrebentando ainda mais.

No final dos anos 1990 e começo dos 2000, havia inúmeras bandas com mulheres à frente, mas muitas delas não sobreviveram ao teste do tempo. O Epica conseguiu e mais, provou que não era uma banda oportunista e que os predicados para construir uma carreira de sucesso não faltavam. O que você acha disso?

MJ: Nós vemos muitas bandas indo e vindo. Muitas copiaram um som na esperança de serem bem sucedidas. Quando descobrem que não foram, tratam de copiar outro tipo de som. Esse não é o caminho certo de seguir. Você tem que fazer exatamente a música que ama e seguir seu coração. Nós nunca procuramos estilos que foram populares, nós só tentamos novos elementos quando nós os sentimos. Ainda tem muitas bandas com vocais femininos que estão indo bem e até seria estranho se não fosse o caso. Para mim é muito normal ter uma mulher como vocalista. Aliás, o importante é o fato de saber cantar bem e fazer boa música.

As mídias sociais e o desenvolvimento tecnológico quebraram as barreiras entre artista e público, como você lida essa dinâmica de relacionamento e como conseguir benefícios disso?

MJ: Nós sempre fomos uma banda que manteve contato com os fãs, então, as mídias sociais só facilitaram as coisas. No passado havia mais distância. Eu gosto mais desse jeito, transparente e aberto. E é lógico que precisa ser dosado com privacidade também.

Mais do que nunca as imagens são fundamentais para comunicar conceitos, conteúdos e mostrar e vender produtos. Dito isso, um diretor de arte que entenda e faça uma peça em perfeita sintonia com sua arte é indispensável. O quanto o trabalho de Stefan Heilemann casou e contribuiu na arte do Epica?

MJ: Stefan casou muito bem com Epica. Ele pegou as letras e algumas poucas instruções e todo resto veio dele mesmo. Ele teve muita liberdade e não nos desapontou. Pelo contrário! Stefan nos deixou chapado com a capa que fez. Ele fez um excelente trabalho e foi com algumas letras e palavras que ele soube dar sua própria interpretação para a capa do álbum.

Hoje em dia criar conceito e montar um show se tornou mais complexo, visto que os efeitos visuais, por exemplo, não são mais um diferencial como antigamente. Como lidar com essa questão, de modo que motive mais os fãs comparecerem as apresentações ao vivo e os façam desacomodar e não ficarem apenas em casa no ‘streaming’?

MJ: Acredito que nada bate o show ao vivo. A energia e a interpretação que você sente quando está num show ao vivo não é substituível. Nós sempre tentamos dar valor à presença deles, investindo no show e tentando fazer um repertório que seja de interesse dos fãs e nós nos doamos em 100% à apresentação ao vivo.

O que o Epica planeja para o futuro? Há alguma chance dos fãs brasileiros assistirem a banda em 2014?

MJ: Não em 2014, mas em 2015 com certeza. Como a Simone não pode fazer turnês longas, por causa de seu bebê, nós tivemos que dividir a turnê em duas metades. Por isso, nós iremos à America duas vezes: primeira vez para o México e Colômbia e segunda para o Brasil, Argentina e Chile.

Obrigado pelo seu tempo!

MJ: Obrigado você!!!

Fonte: Fiz essa matéria para o site Território da Música. http://www.territoriodamusica.com/rockonline/noticias/?c=36158