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sábado, 2 de julho de 2016

Roça n’ Roll: A Maioridade Da Farra Mineira

A 18ª edição do festival mineiro, Roça n’ Roll, ocorrida no último sábado, (28), pode ser fácil, fácil, resumida com adjetivos que transitam pelo aspecto técnico como profissionalismo e competência a atributos que sugerem uma percepção mais emocional como diversão, alegria e farra – e da boa, diga-se –, mas que, juntos, sintetizam o sentimento do público que compareceu à festança na Fazenda Estrela.

O festival, dividido em dois palcos principais: Sete Orelhas e Tira Couro e com o suporte da Tenda Combate, que ajudou dar vazão ao grande número de bandas escaladas, trouxe um ‘cast’ formado em sua quase totalidade por bandas brasileiras, o que serviu, mais uma vez, de prova que o Brasil está e é bem servido de bons representantes nos mais variados estilos de metal/rock.


O som gótico dos cariocas do “Lyria” teve a responsabilidade de estrear o palco Tira Couro, provando que é questão de tempo para voos mais altos, visto a qualidade do grupo. Com eficiente troca e dinâmica de palcos, o que favoreceu o procedimento do festival sem atrasos e ou imprevistos, o ‘thrashers’ do “Deadliness” marcaram presença com um repertório conciso e eficiente, ostentando todos os bem-vindos trejeitos do consagrado thrash metal como velocidade, solos virtuosos e muito peso.

Os paulistas do “Barbaria”, com suas indumentárias piratas, produziram uma ótima apresentação pautada por canções que remetem à união dos cânticos dos desbravadores dos sete mares aos baluartes do metal germânico como “Running Wild” e “Grave Digger”. O quarteto belo-horizontino, “Concreto”, colaborou com a dinâmica do festival ao trazer seu benquisto hard rock ao caldeirão de influência do Roça. E por falar em caldeirão de influência, os paulistanos do “Mythological Cold Towers” marcaram presença com seu soturno e gélido doom metal, o que favoreceu ao já citado pluralismo musical que contempla o festival.


É clara a ingerência de nomes como “Pantera” e “Sepultura” no thrash metal da banda “Maverick”, no entanto, não pense que os caras são meras cópias, pois não os são, já que souberam lapidar sua música de maneira única, criando assim sua identidade. A veterana “Holocausto” é brutal e se beneficia de tal adjetivo, onde a desgraceira de suas canções ganha eco no público que se amontoava a frente do palco para presenciar tal caos sonoro.

Se a ideia era abrir os portões do inferno e trazer as almas do mundos dos mortos, então a trilha sonora foi mais que acertada com o massacre sonoro, que também atende pela alcunha de “Torture Squad”, visto que a banda trouxe um repertório afiado e uma performance matadora da ‘nova integrante’, a vocalista Mayara Puertas, e do consagrado baterista, Amilcar Christófaro.


O punk rock de “O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos” é crítico, ácido e energético, o que corroborou para uma das mais festejadas apresentações da noite. A única representante internacional da ótima festança roceira foi a banda finlandesa, “Amorphis”, que trouxe o suprassumo de sua carreira e de seu mais recente registro de estúdio, o disco “Under the Red Cloud”. Canções como a homônima ao novo álbum, “Sacrifice”, “Bad Blood” e “Silver Bride” garantiram o sucesso nesta terceira passagem do grupo em território brasileiro.

Nem o frio congelante que fazia na Fazenda Estrela conseguiu empalidecer a ótima apresentação da banda “Noturnall”, que esbanjou técnica apurada em um repertório curto, porém de grande intensidade e pujança, com canções como: “Zombies”, “Fake Healers” e o cover da banda “Angra”, “Nova Era”. Os donos da casa, o “Tuatha de Danann”, deram o ar da graça com seu folk metal, pontuando, como de costume, seu show com extrema simpatia, farra e canções do teor de “We’re Back”, “Rhymes Against Humanity”, “Tir Nan Og” e “Finganforn” sendo cantadas uníssono pelo público.

O “Cracker Blues” tem o traquejo e manha que apenas as bandas com anos e anos de estrada têm, mas o que isso quer dizer? Performance brilhante, letras sarcásticas e inteligentes e um instrumental soberbo capaz de extrair o restante de energia remanescente do público. E, para finalizar a comemoração de dezoito anos do Roça n’ Roll, coube à banda carioca, “Hatefulmurder”, com seu visceral e intenso thrash/death metal, sacramentar a ode ao metal em suas mais diferentes personificações.

A maioridade do festival Roça ‘n Roll não se dá apenas pela contabilidade dos anos de existência, mas, sim, pelo amadurecimento que o festival tem passado em todo esse tempo. É de grande prazer para o público e artista perceber que a qualidade, responsabilidade e profissionalismo são alguns dos pilares de sustentação do festival, o que corrobora em afirmar que o Roça n’ Roll é um dos mais celebrados e festejados festivais do Brasil.

Fonte: RockBizz
Foto: Livia Teles

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tuatha de Danann: Festa Folk No Rio De Janeiro

Como é bom afirmar que o Brasil não faz bonito apenas por ser uma das melhores e calorosas plateias do mundo, mas por possuir também excelentes e competentes representantes na cena metálica, e tal afirmação fora fácil, fácil, endossada pelo público que lotou a casa carioca Rock Experience no último sábado, (7), para prestigiar as pratas da casa Quintessente e Dreadnox e o maior expoente brasileiro do folk metal, o Tuatha de Danann.

A noite começou com os trabalhos da banda Quintessente, que retornou às atividades depois de catorze anos de hiato, e mostrou que canções de forte acento no metal extremo estão dentro de sua jurisdição, sendo muito bem recebida pelo público por conta de sua desenvoltura e talento.

O Deadnox já é nome tarimbado na cena brasileira, e foi com o competente heavy metal dos cariocas que a noite já tomava traços de inesquecível, embora alguns problemas no som pipocassem vez ou outra e gerasse certo descontentamento nos músicos, mas nada que depreciasse e ou trouxesse desprazer ao público.


Com as emoções à flor da pele e o calor lá nas alturas, os cariocas receberam e deram as boas vindas aos mineiros do Tuatha de Danann, que, com os inúmeros predicados que lhes são atribuídos, trouxeram o suprassumo de sua carreira e o ápice da noite com a celebração do metal nacional de primeira qualidade.

Foi com “We’re Back” e a participação da plateia cantando cada verso e refrão da canção que os mineiros começaram a festança folk metal e a exaltação da carreira de um dos maiores expoentes do metal brasileiro. “Rhymes Against Humanity” mostrou o porquê do mais recente álbum, “Dawn of a new Sun”, ter figurado entre os principais lançamentos do ano passado.


Tocar no tema de unanimidade e consonância pode ser um campo minado, ainda mais quando o item apreciado é arte, ou seja, é um assunto que pode legitimar um vasto matiz de interpretações e avaliações, mas no caso da banda “Tuatha de Danann” talvez seja um dos raros casos onde a concordância quanto às virtudes e atributos de sua arte são percebidas e apreciadas de forma análoga entre seus fãs, sem margens a poréns ou indagações.

Destacar o domínio técnico dos músicos – Bruno Maia (vocal, guitarra e flauta); Rodrigo Berne (guitarra e vocal); Rodrigo Abreu (bateria); Giovani Gomes (baixo e vocal); Edgard Britto (teclado) e Alex Navar (Uilllean Pipe) – é algo trivial, uma vez que é evidente e já fora mais do que constatado tal questão. O diferencial fica por conta da simpatia que todos os músicos transmitem ao público, criando uma atmosfera positiva e íntima à festa folk.

“Believe is True”, “Bella Natura” e “Land of Youth” rememoram o porquê do álbum “Trova di Danú” ter projetado e alçado o nome dos mineiros além-fronteiras, visto a qualidade das canções que compõe o disco, cabendo, hoje, a alcunha de clássico. “The Dance of the Little Ones” e a requisitada “Finganforn” foram os dois momentos de maior euforia, deixando os mineiros em visível prazer por estarem tocando a um público caloroso.


Com pouco mais de uma hora de show, o Tuatha de Danann trouxe temas de toda carreira, mostrando o porquê de terem um lugar de vanguarda no cenário metálico brasileiro e, como sempre, pontuando a apresentação como uma grande festa folk e fazendo parecer, aos desavisados, que aquela farra instaurada no Rock Experience é algo simples e corriqueiro.

E vale duas menções honrosas: A primeira fica por conta da Be Magic Produções que fora a responsável pelo ótimo evento. Já a segunda menção fica para o público carioca que lotou a casa de show, provando, mais uma vez, que um evento bem produzido com bandas de qualidade é a receita certa para ser bem sucedido.

Fotos: Livia Teles
Nota: Fiz a matéria para o site RockBizz: http://www.rockbizz.com.br/tuatha-de-danann-festa-folk-no-rio-de-janeiro/

domingo, 1 de maio de 2016

Marillion Emociona Mais Uma Vez Público Carioca

Depois de dois anos da última visita na capital fluminense, a banda progressiva Marillion retorna ao palco do Vivo Rio com um show de trejeitos de ‘best of’, onde o caráter festivo e contemplativo a uma carreira pautada por inúmeros hits foi a tônica de toda a apresentação.

Sem disco novo de estúdio para divulgar – que será lançado no segundo semestre deste ano –, os britânicos souberam, como sempre, emocionar o público com canções irrepreensíveis que edificaram suas carreiras e discografia de sucesso como é o caso de “The King of Sunset Town”, que relembrou o ótimo álbum “Season End” e rememorou o porquê da grande aceitação do até então novo vocalista, Steve Hogarth – completa a banda Steve Rothery (guitarra); Mark Kelly (teclado); Pete
Trewavas (baixo) e Ian Mosley (bateria) –, visto os predicados do disco e da canção citada.

O Marillion é uma das poucas, quiçá a única, bandas de rock progressivo considerada clássica que se mantém ativa nos dias de hoje, lançando discos de estúdio com periodicidade e que nada devem ao passado de glória, e uma das provas de tal afirmação pôde ser conferida sob os acordes de “Power”, canção que compõe o mais recente lançamento, o brilhante “Sounds That Can’t Be Made”.

A produção de palco foi de contornos simples com apenas um grande telão, ao fundo do palco, que trazia imagens respectivas às canções, o que fora mais que suficiente para a para celebração da noite progressiva, afinal, quando músicas do quilate de “You’re Gone”; “Hooks in You”; “Cover My Eyes (Pain in Heaven)” e “Man of a Thousand Faces” ecoam pelo PA tais detalhes de palco tomam um caráter efêmero.


O carinho e apreço dos britânicos pelo público brasileiro não é novidade, mas parece que os fãs cariocas são tratados de forma ainda mais especial, fato provado com a execução da emocional “Lavender”, ganhada no ‘grito’ pelo público. E se a ideia era emocionar, o ápice emocional da noite veio com a canção “Sugar Mice”, que representou o excelente disco “Clutching at Straws” e provou que uma banda pode ter seu momento intimista sem soar piegas e/ou gratuito.

As radiofônicas “Kayleigh”; “Beautiful” e “Easter”, cantadas uníssono, enfatizaram, mais do que nunca, o atributo de ‘best of’ do show. “Sounds That Can’t Be Made” fora, infelizmente, prejudicada por problemas técnicos, gerando visível insatisfação em Steve Hogarth que logo, logo, sugeriu à execução de outra canção, sendo “Afraid of Sunlight” a escolhida para desanuviar os problemas da antecessora. E para fechar a primeira parte da apresentação veio à homenagem ao cantor/compositor, Prince, com a canção “King”, que contou com imagens projetadas ao telão de ídolos que marcaram a história da música e cinema contemporâneo.

Para o primeiro ‘encore’ da noite, a progressiva “The Invisible Man” trouxe a tessitura complexa que todo fã de rock progressivo é ávido, figurando em um dos momentos mais celebrados do show. E para o segundo e último ‘encore’ e para finalizar a sexta passagem do Marillion na capital fluminense, a citada “Beautiful” e o clássico oitentista “Garden Party” convidaram o público a cantar cada verso e melodia, comprovando o quanto a música do Marillion é bem quista pelas bandas de cá.

Com quase duas horas de show, o Marillion fez o que lhe é atribuído e praxe: emocionar seu público com belas canções. Quanto ao público carioca se pode afirmar também que sua atribuição fora feita de forma brilhante, prestigiando e celebrando um dos principais nomes do rock progressivo. Agora, resta a torcida por um retorno breve com a divulgação do próximo registro de estúdio, que promete ser um álbum de contorno progressivo, complexo e denso, o que é uma afirmação mais que benvinda aos fãs do quinteto britânico.

Fiz a matéria para o site: www.rockbizz.com.br 
Link Publicação: http://www.rockbizz.com.br/marillion-emociona-mais-uma-vez-publico-carioca/

quinta-feira, 3 de março de 2016

RockBizz: Seu Guia de Rock & Heavy Metal


O site RockBizz surgiu no cenário brasileiro com o objetivo de ser o melhor site de rock do país, trazendo notícias, entrevistas, reportagens e tudo que envolve o mundo Rock e Heavy Metal. E mais, tem como prioridade ser a mais confiável fonte de informação para o leitor, estabelecendo uma relação de fidelização com o público.   

Para mais informações acesse: http://www.rockbizz.com.br/

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Metallica: Nem mesmo as falhas diminuíram a grandeza do show

Contar quantas apresentações a banda americana, Metallica, fez no Brasil nos últimos tempos é uma contabilidade que faz os entusiastas do som do maior pilar do thrash metal abrirem um sorriso de orelha a orelha. E a coisa fica ainda mais especial quando as apresentações são parte do menu do maior festival brasileiro, Rock in Rio.


Em sua terceira edição seguida no festival, James Hetfield (voz e guitarra) & cia - Lars Ulrich na bateria, Kirk Hammet na guitarra e Rob Trujillo no baixo) trouxeram parte do supra-sumo de sua carreira, o que foi mais que suficiente para que o numeroso público superasse o cansaço e pouco se importasse para calor escaldante que cismava drenar a energia de quem tivesse a audácia de pular para cima de qualquer mosh pit.

Com “Fuel” começam os trabalhos e logo vem a enigmática e pesada ‘For Whom the Bell Tolls’. “Battery” pode se dar ao luxo de constar no setlist do apocalipse mundial, visto a avalanche sonora de pura fúria que saía dos PAs. Uma pausa para respirar e dar boas vindas ao público e logo se vê o quanto Sir. Hetfield é aquele raro caso no qual o indivíduo tem a manha de fazer bem seu trabalho - que é tocar e cantar - e tem carisma de sobra que o coloca num patamar acima de muitos pseudo-rockstars.

Apontar deslizes ou descuido nas apresentações da banda é uma tarefa inglória, mas, infelizmente, mesmo com as engrenagens tão azeitadas a execução do clássico “Ride the Lightning” ficou prejudicada pela ausência do som em dois momentos seguidos, o que levou os americanos abandonarem, por breve momento, o palco, gerando visível descontentamento nos músicos.

Sanada a escorregadela, a banda se retratou com canções do quilate de “Sad But True”, “Master of Puppets”, “One”, “Fade to Black”, “Seek and Destroy” e “Wherever I May Roam”, que fizeram o público evaporar de suas lembranças quaisquer resquícios de problemas técnicos e prestigiar uma das maiores identidades da música pesada em atividade.

Na contramão das apresentações anteriores, a banda optou por uma produção de palco um tanto diferente, sem fogos ou efeitos especiais, mas deveras especial, com alguns felizardos fãs assistindo ao show em cima do palco, bem pertinho de seus heróis, e, lógico, servindo também de “ornamentação” do espetáculo.
Para o último ato da noite, a banda cumpre a cartilha de ficar na zona de conforto e dar aos fãs o que querem: clássico. Então, nada mais óbvio que sacar temas do teor de ‘Nothing Else Matters’ e ‘Enter Sadman’.

Com pouco mais de duas horas de show, o Metallica fez uma apresentação sólida pautada em sua zona de conforto, ou seja, alicerçada por parte de seus maiores ‘hits’. Nem mesmo o descuido de sua produção em deixar o som morrer em certo momento foi responsável em empalidecer o show, tampouco depreciar sua posição de vanguarda no thrash metal mundial.

Nota: Fiz a matéria para o site Território da Música: http://www.territoriodamusica.com/noticias/?c=40363

domingo, 4 de outubro de 2015

Rock In Rio: O Slipknot veio para reinar absoluto



Muito se fala do mainstream do heavy metal atualmente, onde a indagação que mais ferve nas conversas é: quais – ou pelo menos qual – bandas irão carregar o fardo de serem os bastiões para perpetuação do estilo? E, pelo visto, caro leitor, os únicos a terem os requisitos e demonstrarem interesse por tal incumbência são os americanos do Slipknot, o que fora fácil, fácil, provado na noite da última sexta-feira (25) quando de sua apresentação no festival Rock in Rio.

Calor ora intercalado com vento frio, ora intercalado com pingos de chuva; calor ora intercalado com a ansiosidade, ora intercalado com a fúria do público. Déjà vu de um apocalipse? Não! Apenas a ambiência perfeita para o maravilhoso caos sonoro dos caipiras de Iowa.


O prelúdio da maior desgraceira sonora que passou pelo Palco Mundo foi ‘XIX’, e com os dois pés na porta ‘Sarcastrophe’ derruba qualquer devaneio que se pudesse ter de calmaria, visto que banda e público uniram forças para transformar a Cidade do Rock numa bem vinda hecatombe musical.

Quem acompanha a carreira da banda já sabe que ela nunca pisa num palco para fazer uma apresentação daquelas do tipo ‘vamos cumprir tabela’, porque o cheque já compensou. Longe disso, os caras fazem valer cada centavo investido pelo público, com uma produção de palco deveras bacana, onde o próprio capiroto fez questão de ser parte da ornamentação em meio a inúmeras labaredas de fogo. 

A experiência de ter mais de quinze anos de estrada deixa tudo mais fácil para a banda, e esse ‘know-how’ pôde ser facilmente notado na performance avassaladora dos músicos, bem como na composição do repertório aonde temas da qualidade de ‘Psychosocial’, ‘The Devil in I’, ‘People = Shit’, ‘Surfacing’, ‘Wait and Bleed’, ‘Sulfur’, ‘Spit and Out’, ‘The Heretic Anthem’ e ‘Duality’ foram os argumentos necessários para os fãs trazerem à tona o prazeroso purgatório instaurado no festival. 


Como dito anteriormente, os músicos são experientes e técnicos e conseguem, como poucos, proporcionar uma apresentação digna dos maiores baluartes do Rock/Metal, mas vale fazer uma menção honrosa ao vocalista, Corey Taylor. O vocalista possui o que muitos querem e poucos têm: talento e carisma. É o raro caso do artista que está em um nível acima dos de mais. 

Com quase duas horas de show, o Slipknot provou, mais uma vez, para o público brasileiro o porquê de ser o maior expoente do heavy metal mundial da atualidade. Aos que relutam em aceitar tal realidade só lhes resta o lamento e o choro, visto que a maravilhosa desgraça sonora que também atende Slipknot veio para reinar absoluto.

Nota: Fiz essa matéria para o site Território da Música: http://www.territoriodamusica.com/noticias/?c=40411

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Black Label Society: Experiência que todos deveriam vivenciar



Já é mais do que sabido e comprovado que o Brasil faz parte do cronograma e rota obrigatória dos principais artistas internacionais dos mais diversos estilos, e é aproveitando dessa realidade que o público brasileiro não perde tempo e retribui colocando-se como um dos mais receptivos e calorosos do mundo. E é nessa entoada que os fãs brasileiros de rock/metal dão as boas vindas e expressam sua gratidão a seus – heróis – músicos favoritos.

E numa luta digna de titãs que a banda americana Black Label Society travou uma batalha sonora com o público carioca, na última sexta-feira, dia 08, onde os riffs e os solos do mestre de cerimônia, Zakk Wylde, degladiavam e, ao mesmo tempo, uniam-se à massa sonora do público, transformando  o Circo Voador numa bomba de hidrogênio, visto tamanha energia do público e artista.

Divulgando o mais recente álbum de estúdio, Catacombs of Black Vatican, o 'guitar hero', Wylde, trouxe alguns dos melhores momentos de sua carreira solo. Com grande presença de palco e uma banda afiada – completada por Dario Lorina (guitarra); John DeServio (baixo)  e Chad  Szeliga (bateria) – a noite começa com os riffs das vibrantes “The Beggining...At Last” e “Funeral Bell', e foi assim: sem perder tempo mesmo que o peso “Bleed for Me” ecoou e fez tremer as estruturas da tenda do Circo

O líder Zakk Wylde é adepto do fale menos e toque mais, ou seja, o foco é, como deveria ser a apresentação de todo e qualquer músico, a 1ª arte, no entanto, mesmo com poucas palavras o guitarrista/vocalista consegue cativar os fãs que formam, segundo o próprio Wylde, a família Black Label Society.

E já que foco é falar menos e tocar mais, a apresentação de uma hora e meia de duração contemplou considerável número de canções que, de maneira ou outra, conseguiu mostrar as diferentes facetas e momentos da banda. Temas como as novas “Heart of Darkness”, “Angel of Mercy” e “My Dying Time” encontraram boa sinergia com as já clássicas “Stillborn”, “Suicide Messiah”, “Godspeed Hellbound”, “The Blessed Hellride” e “Concrete Jungle”.


Apontar falhas ou deslizes na performance dos músicos seria como, no ditado popular, procurar agulha em um palheiro, e sendo demasiadamente criterioso, as bolas fora ficaram por conta das falhas no microfone que, vez ou outra, cismava embolar e ausência de alguns temas do teor de “Fire It Up”e “Genocide Junkies”.


Zakk Wylde é um músico que faz parte do seleto time do primeiro escalão da música pesada. Além disso, falar de sua técnica e sua importância dentro do universo das seis cordas é ser redundante a algo que está claro a todos, seja fã de sua arte ou não, mas é fato que prestigiar uma apresentação do 'viking americano' é uma experiência que todo fã de música pesada deveria vivenciar.

Nota: Fiz a matéria para o site Whiplash: http://migre.me/q2im0  
Foto: Alessandra Tolc